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Quando as luzes se apagaram em cerca de 800 municípios de 18 Estados brasileiros, principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, às 22h13 do dia 11 de novembro de 2009, uma pergunta surgiu: o sistema energético brasileiro é confiável?
A Itaipu Binacional divulgou nota afirmando que o apagão de energia elétrica não teve origem na usina hidrelétrica. Segundo a empresa, a causa do blecaute foi uma pane no sistema elétrico interligado brasileiro.
Imediatamente após o blecaute, Itaipu estava com suas 18 turbinas geradoras "girando no vazio", termo usado para indicar que, mesmo rodando, não há geração elétrica. Isso porque as linhas de transmissão que conectam Itaipu ao sistema brasileiro estavam desligadas. Sendo
assim, gerar para quê?
Fontes do Governo disseram que a pane foi provocada pelo desligamento de três linhas de transmissão de energia. Duas das linhas ligam Ivaiporã, na região central do Paraná, a Itaberá, na região sul de São Paulo. A outra liga Itaberá a Tijuco Preto, SP.
O Ministério de Minas e Energia informou que os desligamentos foram causados por más condições meteorológicas, embora o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não tenha registrado condições anormais no momento do blecaute.
A energia foi restabelecida completamente na madrugada do mesmo dia onze. Itaipu voltou a operar normalmente às 6h com capacidade total, enviando 10,45 mil megawatts para Brasil e Paraguai, que também sofreu com o apagão. Itaipu é uma gigante responsável por quase 20% da
energia consumida no Brasil.
Até o momento da publicação deste texto, haviam apenas hipóteses sobre as causas. No entanto, os principais veículos de comunicação do País mostravam uma consonância de opiniões apontando para uma certa vulnerabilidade no sistema interligado de transmissão.
Os reservatórios estão cheios. As hidrelétricas estão gerando normalmente, com folga. No caso de falta de chuvas ou problemas técnicos nas usinas geradoras, haveria ainda as unidades
termelétricas para garantir a energia.
Sem entrar no mérito das consequências deste blecaute, que desligou semáforos, prejudicou atendimento em alguns hospitais, comprometeu o abastecimento de água, queimou eletrodomésticos, deu “tilt” em redes de computadores, entre outros, o fato suscita o questionamento: o sistema energético brasileiro é confiável? Boa pergunta para o Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico do Brasil responder. E um ótimo momento para as usinas que cogerem ou estejam se preparando para cogerar e vender energia excedente. Alexandre Carolo - reportagem@procana.com.br
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